Pensar e Fazer — Parte Três
Há inteligência suprema, não reside nas coisas em si, nas forças da natureza nem é produzida pelo conjunto delas.
Tudo sugere que é agente externo. Age na Natureza através da matéria mas não se confunde com ela, não se mistura, flui através dela. Interfere e influencia, é como mostra sua presença na natureza.
Também identificamos que da inteligência suprema emanam inteligências semelhantes como processo mas distintas como origem. São duas inteligências, supremas por origem, e por atuarem de forma irresistível. As duas inteligências em si são forças superiores sempre a realizar intenções. São inteligentes pois seguem propósitos existenciais. Respeitam-se mutuamente e seguem fielmente as Leis, agem submissas a elas embora sejam absolutamente independentes. Qualquer ser da criação isento de Inteligência é corpo inexpressivo, insignificante para atos voluntários. São objetos formadores do contexto existencial, é tudo.
A inteligência suprema forma e comanda, é o Espírito da Natureza, dá aos eventos sentido e encaminha tudo aos princípios lógicos da existência evolutiva. Nos dá fundamentos para ações acontecerem em cadeia, em seqüência lógica, absolutamente justa, como tudo flui. É Voz de comando e ordem da perfeita justiça. Sob este comando a natureza faz movimentos consensuais com Leis e se direcionam à metas existenciais a que pendem. As forças da Natureza jamais desistem, não descontinuam. A Natureza é constituída para realizar intenções inteligentes que recebe da vontade divina de progresso e de perfeição. Por efeito de agir sob inteligência a natureza torna tudo desafio de aprendizado para o homem.
Na relação necessária e visceral que existe entre Pensamento humano que planeja e Comportamento humano que age, onde cruzam as duas Inteligências, a divina e a humana, dão o significado aos eventos da Natureza. No próprio Pensamento onde a inteligência humana está imersa o homem a reconhece como Razão. Esta é seu principal atributo, a razão, o pensar lógico, o que em si é o reconhecimento operacional da Inteligência. Com ela o homem capta sentido de tudo e distribui valores - intenções. Com a razão o homem se debruça sobre o sistema orgânico do próprio corpo onde atua e sobre a vida inteligente. A relação direta entre a razão e o corpo se dá visceralmente de forma voluntária ou não, consciente ou não. O Pensamento é contexto hospedeiro da Inteligência-Razão, existe e habilita o homem a agir na Natureza. O que há de movimento em um, na razão, se reverbera para o outro, o Corpo, e vice-versa. Influência e interferência são mútuas, o que está presente e ocorre em um se reflete pleno na outra como dados ou pano de fundo às manifestações, simultaneamente nos devidos mecanismos de atuação.