Pensar e Fazer — Parte Quatro

Pensar e Fazer — Parte Quatro

O conteúdo que a inteligência ativa nas atividades da razão (ideias, conceitos, crenças, identificados e novos) e coloca no Pensamento deságua ostensivamente no corpo, aciona comportamentos.

Se estabiliza identificando-se como impressões, sintomas, hábitos e costumes pessoais, a serem “tratados” clínica e culturalmente. Não tem outro jeito. O Pensamento tem o sistema nervoso mobilizado permanentemente, e vice-versa. Um aciona o outro agindo através de estímulos diversos. O biológico se manifesta ao exteriorizar a inteligência por atos da razão. O sistema nervoso é canal espontâneo natural para a comunicação entre corpo e espírito.

A pessoa física (corpo, organismo) o tempo todo se comporta, se agita, vibra sistemas. O indivíduo registra e se entretém com repertório de estímulos remetidos diretamente ao bojo do Pensamento, para a inteligência raciocinar. É através da linguagem inteligente no pensamento que reconhecemos desafios para interpretar o que sentimos e o que nos afeta. Ao captar, percebemos. É assim que o corpo é pensado, imaginado, e ocupa o Pensamento. É assim que a razão toma consciência do todo no movimento orgânico: agitação, descargas elétricas, emotivas, ação de neurotransmissores, sistemas, como se a razão monitorasse Corpo e Pensamento ao mesmo e o tempo todo, processa tudo, conscientemente ou não. Aproveitamos as partes significativas.

Proveniente do espírito jorra no pensamento ideias intuídas e imagens sugeridas em processo ostensivo de avaliação de memórias, como em espelho. A razão funciona recuperando e produzindo dados ininterruptamente. O movimento que ocorre no corpo e no espírito a razão induz ao trato processual no pensamento. O pensamento recebe a imagem do comportamento como impressão, sensação, vibração, intuição ou estímulo que resulta da percepção de cada ato pessoal. A razão qualifica, imprime valores às ações que agitam o corpo. Estímulos pululam de um lado para o outro requisitando avaliações de condutas e de ideias no pensamento. São motivos para a ação orgânica e para reflexões mentais.